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Moradia e aluguel

Como denunciar golpe de aluguel: 6 passos para agir agora

Como denunciar golpe de aluguel: pare de pagar, conteste o Pix no banco, guarde as provas, denuncie o anúncio e registre o B.O. E proteja seus documentos.

Por Publicado em 15 min de leituraLer em inglês
Capa: como denunciar golpe de aluguel, seis passos para agir agora

Para denunciar golpe de aluguel, pare de pagar e conteste a transferência no app do seu banco na mesma hora, para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Depois guarde prints do anúncio, das conversas e dos comprovantes, denuncie o anúncio na plataforma onde ele apareceu e registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que em muitos estados aceita o registro online.

O golpe do aluguel costuma custar caro, porque o falso dono pede reserva, caução e aluguel adiantado antes de você ver o imóvel. Se você também mandou foto do RG, CPF ou holerites, existe um segundo risco: o uso indevido dos seus dados. Esse golpe engana gente cuidadosa também. Na TrustCamera, desenvolvemos um app de câmera que dá a cada foto um código de verificação no momento da captura. Para este plano, reunimos o que orientam o CERT.br, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a OLX.

Como denunciar golpe de aluguel: os passos em resumo

Depois de um golpe de aluguel, a ordem importa. Primeiro pare os pagamentos e fale com o banco, porque cada hora conta para bloquear o dinheiro. Em seguida guarde as provas, denuncie o anúncio e registre o boletim de ocorrência. Se você mandou documentos ou dados bancários, proteja também a sua identidade.

  1. Não pague mais nada: Nem “taxa de chaves”, nem reserva, nem uma segunda caução.
  2. Conteste no banco: Peça o MED do Pix pelo app ou por outro canal oficial do banco.
  3. Guarde as provas: Faça prints do anúncio, das mensagens e dos comprovantes.
  4. Denuncie o anúncio: Use a opção de denúncia da OLX ou da plataforma onde você achou o imóvel; se o golpista usou o nome do QuintoAndar, avise pelos canais oficiais.
  5. Registre o B.O.: Na delegacia ou online, na Polícia Civil do seu estado.
  6. Proteja seus dados: Troque senhas, acompanhe seu CPF e ignore quem cobra para recuperar o dinheiro.

Faça os passos 1 a 3 agora e o restante ainda hoje, se puder. Como o golpe funciona e como conferir um anúncio antes de pagar da próxima vez está no nosso guia sobre o golpe do aluguel e como identificar um anúncio falso.

Pare de pagar e acione o banco: Pix, MED, boleto e cartão

Percebeu que o imóvel não existe ou que o “proprietário” sumiu? Não mande nem mais um real, mesmo que ele prometa devolver o dinheiro ou faça ameaças. O CERT.br orienta a cortar o contato, não tentar negociar e bloquear o perfil ou o número. Antes de bloquear ou denunciar o perfil, faça prints da conversa inteira, para não correr o risco de perder o histórico.

Para quem pagou por Pix, o mesmo material aponta o MED como o caminho mais rápido: conteste a transferência pelo app ou por outros canais oficiais do banco. Quanto antes você contestar, maior a chance de reaver os valores.

O prazo não é eterno. Segundo a Agência Brasil, a vítima de fraude tem até 80 dias, contados da transação, para pedir o MED. Desde fevereiro de 2026, o MED 2.0 também rastreia o dinheiro quando ele passa por várias contas. A devolução não é garantida: depende de ainda haver saldo nas contas envolvidas e pode ser parcial.

Tenha em mãos a data, o valor, a chave Pix e o nome de quem recebeu. Anote o número de protocolo, o nome do atendente e o que foi combinado.

Se você pagou com cartão de crédito, fale logo com o banco emissor e pergunte sobre a contestação da compra. Se passou os dados do cartão ao golpista, o CERT.br orienta bloquear o cartão e contestar todas as compras que você não reconhece. Para boleto ou transferência comum, avise o banco do mesmo jeito. O que fazer com cada forma de pagamento depois de um golpe está no nosso guia caí no golpe da OLX: o que fazer.

Guarde as provas antes que o anúncio suma

O banco, a plataforma e a polícia vão pedir os mesmos dados. Salve tudo agora, porque um anúncio apagado não pode mais ser printado. Confira se os prints mostram data e hora e guarde cópias fora do celular, por exemplo num e-mail para você mesmo. O MPSC recomenda guardar todos os comprovantes de pagamento, e-mails, mensagens e documentos trocados durante a negociação.

  • O anúncio: endereço, valor, fotos, descrição, link e código do anúncio.
  • O anunciante: nome, telefone, e-mail, perfil e qualquer imobiliária ou CRECI que ele tenha citado.
  • As conversas: chat da plataforma, WhatsApp, SMS e e-mail, completos e com datas.
  • Os pagamentos: comprovantes de Pix, chave Pix, nome do recebedor, banco e protocolo da contestação.
  • O que você enviou: fotos de RG, CNH, CPF, holerites ou um “contrato” assinado.

O último item é fácil de esquecer, mas mostra quais dados você precisa proteger se alguém usá-los depois. O CERT.br também sugere anotar o que você faz para resolver: denúncias, números de protocolo, nomes dos atendentes, datas e horários. Uma linha do tempo curta ajuda: quando você viu o anúncio, quando pagou e quando o anunciante parou de responder. Se você precisar mostrar essas provas para alguém, nosso texto sobre foto como prova explica o que costuma pesar.

Mãos segurando um celular com uma grade de fotos na tela, ao lado de um notebook aberto
Prints do anúncio, das conversas e do Pix também precisam de uma cópia fora do celular.Foto: RDNE Stock project / Pexels

Como denunciar anúncio falso de aluguel na OLX e em outras plataformas

Denuncie o anúncio onde você o encontrou. O MPSC orienta registrar o boletim de ocorrência e informar a plataforma onde o anúncio foi publicado, porque a denúncia ajuda a evitar que outras pessoas caiam no mesmo golpe. Não espere a resposta da plataforma para falar com o banco ou com a polícia.

Na OLX, a central de ajuda explica que o botão “Denunciar” fica no fim da tela do anúncio, no app, e ao lado direito, abaixo do perfil do anunciante, no site. Você escolhe o motivo, justifica e pode anexar até três fotos, como os prints da conversa. Segundo a OLX, a denúncia é anônima e a maioria é tratada em até 24 horas. Outros golpes comuns na plataforma, como o falso pagamento, estão no nosso guia de golpes na OLX.

No QuintoAndar, o golpe costuma imitar a própria empresa, com Pix de reserva, boletos falsos ou um pedido de código recebido por SMS. A página de prevenção a fraudes da plataforma pede para entrar em contato pelos canais oficiais do QuintoAndar. Em Zap Imóveis, VivaReal, Facebook Marketplace e grupos de Facebook, procure a opção de denúncia no próprio anúncio ou no perfil e anote o link antes.

Se o golpe envolveu aluguel por temporada, avise a plataforma em que você reservou ou cujo nome o golpista usou, como Airbnb ou Booking.com. Segundo o MPSC, os golpistas costumam levar a negociação para fora das plataformas de locação por temporada, para o WhatsApp. Por isso, inclua também os prints dessa conversa na denúncia.

Boletim de ocorrência: denunciar golpe de aluguel na polícia

Para denunciar golpe de aluguel à polícia, registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil do seu estado. Segundo o Senado Verifica, o B.O. formaliza a denúncia e serve de prova no processo do banco. Em muitos estados dá para fazer online, como na Delegacia Digital de São Paulo e na Delegacia Online do Rio de Janeiro. Se houver risco imediato, ligue 190.

Onde o estado aderiu, existe também a Delegacia Virtual (DEVIR) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no portal gov.br. O serviço exige ser maior de 18 anos e ter uma conta gov.br nível bronze, prata ou ouro. Se o seu estado não participa e não tem delegacia online própria, procure a delegacia mais próxima. A Polícia Federal entra em casos de competência federal; o golpe do aluguel comum fica com a Polícia Civil.

Descreva o que aconteceu na ordem e informe todos os nomes, telefones, perfis, chaves Pix e contas usadas pelo golpista. Cite os documentos que você enviou, para que o registro mostre também o risco aos seus dados. Guarde o número do B.O.: o banco e a plataforma podem pedir.

No Código Penal, o caso costuma se enquadrar no estelionato (art. 171). Quem dá em locação coisa alheia como própria responde nas mesmas penas (art. 171, § 2º, I). Se a fraude usa informações que a vítima forneceu enganada por redes sociais, telefone, e-mail ou meio parecido, o § 2º-A prevê a fraude eletrônica, com reclusão de 4 a 8 anos e multa, segundo a versão atualizada do Código Penal. Quem decide o enquadramento são a polícia e o Ministério Público.

Mandou RG, CPF ou dados bancários? Proteja sua identidade

Golpistas de aluguel nem sempre querem só o dinheiro. A “análise de cadastro” serve de desculpa para pedir foto do RG ou da CNH, CPF, holerites e até uma selfie com o documento. O CERT.br alerta que golpistas podem fazer empréstimos e dívidas em nome da vítima e que, em alguns casos, o CPF pode até ser negativado.

Se você passou uma senha ou entrou com ela numa página falsa, troque essa senha agora em todas as contas onde ela é usada. O CERT.br recomenda ativar a verificação em duas etapas e encerrar as sessões abertas em outros aparelhos. Recuse também notificações de aprovação de login que você não pediu.

Depois, acompanhe a sua vida financeira por um bom tempo, porque os efeitos de uma fraude podem aparecer bem depois:

  • Contas e cartões: confira transações e faturas e ative alertas no app do banco.
  • Score de crédito: quedas podem indicar uso indevido do seu CPF, segundo o CERT.br.
  • Registrato: consulte no Banco Central quais contas e empréstimos aparecem no seu nome.
  • Acessos: veja o histórico de logins e se há aparelhos desconhecidos conectados.

Se você passou dados da sua conta bancária, avise o banco e acompanhe o extrato de perto. Se aparecer uma conta, um empréstimo ou uma compra que você não fez, registre um novo B.O. ou complemente o primeiro e conteste junto à empresa. Se for preciso, o CERT.br sugere registrar uma reclamação no Banco Central, procurar o Procon do seu estado ou consultar um advogado.

Cuidado com quem promete recuperar o dinheiro

Quem acabou de perder dinheiro é alvo fácil para um segundo golpe. Logo depois do primeiro, podem aparecer mensagens de um suposto advogado, de um “setor de recuperação” do banco ou de um órgão público. Elas prometem devolver o valor perdido mediante uma taxa ou pedem seus dados bancários. O CERT.br é claro: não envie mais dinheiro nem informações e não tente negociar.

O Procon-SP alerta para mensagens em seu nome que prometem indenizações ou outras vantagens. Segundo o órgão, os serviços dele são gratuitos, os e-mails oficiais usam o domínio @procon.sp.gov.br e quem receber uma comunicação suspeita deve registrar um B.O. O Senado Verifica lembra ainda que o Banco Central não resolve casos individuais: ele registra a reclamação para fiscalizar o banco.

Na nossa avaliação, vale uma regra simples: quem pede um pagamento adiantado para devolver o seu dinheiro está aplicando outro golpe. Para conferir um contato, procure você mesmo o site ou o telefone oficial do órgão ou do banco, em vez de usar o número da mensagem. Se quiser apoio jurídico, escolha você mesmo um advogado ou procure a Defensoria Pública, sem responder a quem fez o primeiro contato.

Golpe ou problema com o locador: para onde levar outros casos

Nem todo aluguel que dá errado é golpe. Se um locador real não devolve a caução, cobra taxas que você não aceitou ou deixa de fazer reparos, isso costuma ser um conflito de locação. A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991) dá algumas referências. A caução em dinheiro não pode passar de três meses de aluguel e vai para uma caderneta de poupança (art. 38, § 2º). Cobrar aluguel antecipado fora das exceções da lei é contravenção penal (art. 43).

Quando o problema é com uma imobiliária ou plataforma, procure o Procon do seu estado ou da sua cidade. Também dá para reclamar no consumidor.gov.br, desde que a empresa esteja cadastrada lá. Para questões jurídicas, a Defensoria Pública, o Juizado Especial Cível ou um advogado são os caminhos mais indicados. Quando o conflito é a caução que não volta, nosso guia de devolução da caução mostra o que pode ser descontado e como cobrar o valor.

Se você é proprietário e encontra o seu imóvel anunciado por outra pessoa, denuncie o anúncio na plataforma e registre um B.O. Assim fica documentado que você não tem nada a ver com aquele anúncio. Se um inquilino não paga, a lei prevê que a locação pode ser desfeita por falta de pagamento (art. 9º, III) e que a ação para reaver o imóvel é a de despejo (art. 5º). Se houve fraude desde o início, quem avalia é a polícia; a cobrança fica com um advogado.

Na próxima vez: visite o imóvel antes de pagar

A regra mais segura é simples: primeiro visite, confira e assine, depois pague. Pela Lei do Inquilinato, o locador não pode exigir aluguel adiantado, salvo na locação por temporada e no contrato sem nenhuma garantia (art. 20). O MPSC recomenda visitar o imóvel antes de fechar e, se não der, pedir uma visita virtual por videochamada. Também sugere conferir a localização no Google Maps e o registro do corretor no CRECI.

Na nossa avaliação, a visita presencial com o dono ou o corretor de verdade é o teste decisivo. Uma videochamada ao vivo vem em segundo lugar. Pedir uma foto com um papel escrito com o seu nome e a data de hoje já foi um bom teste, mas hoje prova pouco, porque geradores de imagem com IA escrevem texto legível. Faça também uma busca reversa das fotos do anúncio. Outras formas de checar estão no guia como saber se uma foto é real.

Na TrustCamera, estamos trabalhando para que proprietários honestos possam mostrar que as fotos do anúncio são atuais. Eles fotografam o imóvel de novo no app e mandam os códigos de verificação. Você confere cada código na hora, de graça no navegador, sem precisar de conta. Assim vê que o arquivo não foi alterado desde a captura, além do horário e da localização aproximada (cerca de 10 km). O código não mostra se o imóvel está para alugar nem quem é o dono, então não substitui a visita.

Na entrada e na saída, você pode registrar o estado do imóvel do mesmo jeito e passar os códigos ao proprietário ou à imobiliária durante a vistoria, para que eles confiram na hora. Guarde também suas próprias cópias das fotos. O código não mostra se algo foi encenado ou ficou fora do enquadramento e não decide uma disputa. Veja como a TrustCamera funciona. O app para Android e iOS ainda está em preparação e chega em breve.

Apartamento claro e quase vazio, com teto inclinado, piso de madeira, paredes cinza e porta para a sacada
Uma visita com o dono ou o corretor de verdade diz mais do que qualquer foto de anúncio.Foto: Max Vakhtbovych / Pexels

Perguntas frequentes sobre como denunciar golpe de aluguel

Onde denunciar golpe de aluguel?

Registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil do seu estado, na delegacia ou online, e denuncie o anúncio na plataforma onde ele apareceu. Se você pagou por Pix, conteste a transferência no seu banco antes de tudo, para acionar o MED. Se o banco não ajudar, dá para registrar uma reclamação no Banco Central pelo telefone 145.

Caí no golpe do falso aluguel: o que fazer primeiro?

Pare de pagar e conteste o Pix no app ou por outro canal oficial do seu banco, porque o MED depende de ainda haver dinheiro nas contas do golpista. Depois guarde prints do anúncio, das conversas e dos comprovantes. Em seguida, denuncie o anúncio e registre o B.O. com todos os dados do golpista.

Dá para registrar o B.O. de golpe de aluguel pela internet?

Em muitos estados, sim. São Paulo tem a Delegacia Digital, e o Rio de Janeiro tem a Delegacia Online. Nos estados que aderiram, existe ainda a Delegacia Virtual do Ministério da Justiça e Segurança Pública no portal gov.br, para maiores de 18 anos com conta gov.br. Se nada disso estiver disponível, procure a delegacia mais próxima.

Consigo recuperar a caução que paguei por Pix?

Às vezes, mas não há garantia. Peça o MED no seu banco o quanto antes: segundo a Agência Brasil, a vítima tem até 80 dias a partir da transação. A devolução depende de ainda haver saldo nas contas envolvidas e pode ser parcial. Registre o B.O. de qualquer forma, porque ele serve de prova no processo do banco.

Mandei foto do RG e do CPF para o golpista. E agora?

Cite os documentos no boletim de ocorrência e guarde o número do B.O. Troque as senhas que você passou e ative a verificação em duas etapas. O CERT.br recomenda acompanhar o score de crédito e consultar o Registrato, do Banco Central, para ver se surgiram contas ou empréstimos no seu nome.

Posso denunciar um anúncio falso de aluguel sem ter perdido dinheiro?

Sim, e isso protege outras pessoas. Na OLX, o botão “Denunciar” do anúncio aceita denúncias anônimas. Em outras plataformas, procure a opção de denúncia no anúncio ou no perfil do anunciante. Se você chegou a mandar documentos, registre também um B.O., para que fique documentado quando seus dados saíram do seu controle.

Alguém se ofereceu para recuperar meu dinheiro cobrando uma taxa. É confiável?

Não. Quem cobra adiantado para devolver o dinheiro de um golpe costuma estar aplicando um segundo golpe. O CERT.br orienta a não enviar mais dinheiro nem informações. O Procon-SP lembra que os serviços dele são gratuitos, e o Banco Central não resolve casos individuais. Confira qualquer contato pelos canais oficiais.

Conclusão: denunciar golpe de aluguel rápido e proteger seus dados

Quando o aluguel se revela falso, a rapidez é o que mais conta. Pare de pagar, conteste o Pix no banco para acionar o MED e guarde todas as provas antes que o anúncio suma. Depois, denuncie o anúncio na plataforma, registre o boletim de ocorrência na Polícia Civil e guarde cada número de protocolo. Se você mandou documentos, cite isso no B.O. e acompanhe o seu CPF.

Conte com a possibilidade de o dinheiro não voltar e denuncie mesmo assim: o registro ajuda o banco e a polícia, e a denúncia na plataforma protege o próximo interessado. Desconfie de qualquer pessoa que cobre para ajudar. E na próxima busca, uma regra protege você melhor do que qualquer outra: visite o imóvel e assine o contrato antes de pagar.

Sobre o autor

Cofundador e responsável pelo marketing da TrustCamera

Yannick é cofundador da TrustCamera, onde lidera o marketing e o conteúdo. Tem graduação e mestrado na área de negócios e trabalha há anos com marketing de conteúdo e SEO.

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