Moradia e aluguel
Golpe do aluguel: como identificar um anúncio falso
O golpe do aluguel segue um padrão: preço abaixo do mercado, dono que não mostra o imóvel e Pix antes do contrato. Veja como identificar e se proteger.

O golpe do aluguel quase sempre segue o mesmo roteiro: um aluguel bem abaixo do preço da região e um suposto dono que não pode mostrar o imóvel. Ele tem pressa para receber um Pix de “reserva” ou a caução antes da visita. Não pague nada nem mande documentos antes de visitar o imóvel e conferir quem tem o direito de alugá-lo. E não adiante caução nem aluguel antes de assinar o contrato. Esses dois cuidados derrubam a maioria dos anúncios falsos.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) descreve o esquema assim: golpistas se passam pelo proprietário ou por um corretor, copiam fotos e informações de um anúncio verdadeiro e oferecem preço baixo, “sem fiador e sem burocracia”. Depois levam a conversa para fora da plataforma e usam a desculpa de outros interessados para pedir um adiantamento. Segundo o órgão, o alvo é a caução ou aluguéis adiantados. Outros golpistas vão atrás dos seus documentos e dados pessoais, como mostramos mais abaixo.
Na TrustCamera, desenvolvemos um app de câmera que dá a cada foto um código de verificação no momento da captura, por isso lidamos muito com fotos de anúncio roubadas e editadas. Aqui você encontra os sinais de alerta, como funcionam os golpes mais comuns, um checklist para conferir qualquer anúncio e o que fazer se já pagou.
Como identificar o golpe do aluguel: os sinais de alerta
Nenhum detalhe isolado prova que um anúncio é falso. O que entrega o golpe do aluguel é a combinação: preço muito abaixo de imóveis parecidos no bairro, um dono que não pode encontrar você e pressa para fechar. O sinal mais claro é um pedido de dinheiro ou de documentos antes de você entrar no imóvel ou assinar qualquer coisa.
- Barato demais: O aluguel está bem abaixo de imóveis parecidos na região, ou as condições parecem boas demais para o preço.
- Sem visita: O dono mora em outro estado ou no exterior, está viajando ou sempre tem uma desculpa para não mostrar o imóvel.
- Pagar primeiro: Pedem um Pix de “reserva”, uma “taxa de cadastro” ou a caução antes da visita ou do contrato assinado.
- Pagamento estranho: O Pix vai para a conta de uma pessoa que não é o dono, ou o boleto tem outro beneficiário.
- Documentos cedo demais: Querem foto do RG ou da CNH, CPF, holerites ou uma selfie com documento antes de você ver o imóvel.
- Fora da plataforma: A conversa vai logo para o WhatsApp, e o anunciante evita ligações e encontros.
- Pressão: “Tem muita gente interessada”, então você precisa decidir hoje.
Esses padrões aparecem nos alertas do MPSC, da OLX e do QuintoAndar, que citamos ao longo do texto. Um sinal sozinho não prova nada, porque há proprietários sérios que moram longe. Mas um pedido de dinheiro antes da visita, ou de caução antes do contrato, já basta para desistir. O MPSC lembra ainda que o falso corretor costuma não ter credencial no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI).
Como funciona o golpe do aluguel: anúncio copiado e imóvel que não existe
A primeira variante parte de um anúncio real. Segundo o MPSC, o golpista monta a oferta com base em um imóvel verdadeiro, com fotos e informações copiadas, e coloca o próprio contato. As fotos também podem vir de outros anúncios ou de bancos de imagens. Quando você escreve, fala com o golpista, não com o dono. Por isso, um endereço real e fotos coerentes não provam que a pessoa do outro lado tem alguma ligação com o imóvel.
A segunda variante anuncia um imóvel que não está para alugar ou que nem existe. O MPSC conta que muitas vítimas, pela necessidade ou animadas com a oferta, não percebem detalhes gritantes, como documentos com falsificação grosseira ou a inexistência do imóvel no local. Depois do primeiro contato vem a pressão: outros interessados, uma garantia para “segurar” o imóvel e um prazo curto. Quando o dinheiro cai, o anunciante some.
Em setembro de 2024, na operação “Anúncio Fake”, o MPSC desarticulou uma quadrilha gaúcha que aplicava o golpe do falso aluguel de temporada em Santa Catarina. Mas não é só coisa de praia e férias: o órgão alerta que a mesma tática vale para locações residenciais de longa duração. Nesses casos, falso corretor e falso proprietário evitam o contato direto e conduzem tudo pelo WhatsApp.
O dono que não pode mostrar o imóvel: longe e com pressa
O proprietário ausente é a versão mais conhecida da segunda variante. Ele mora em outra cidade, trabalha fora do país ou está ocupado demais para encontrar você, e propõe resolver tudo a distância. Muitas vezes a conversa termina com um jeito de garantir o imóvel hoje, desde que você pague agora. A pressa serve para que você não pare para conferir.
A lei dá uma referência clara. Pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), o locador não pode exigir aluguel adiantado (art. 20). Há duas exceções: o contrato sem nenhuma garantia, em que o aluguel pode ser cobrado até o sexto dia útil do mês que vai vencer (art. 42), e a locação por temporada. Cobrar aluguel adiantado fora dessas hipóteses é contravenção penal (art. 43). Já a caução em dinheiro vale no máximo três meses de aluguel e vai para uma caderneta de poupança (art. 38, § 2º).
Na nossa avaliação, um proprietário de verdade que mora longe organiza a visita com uma imobiliária, um corretor ou alguém de confiança, e não pede dinheiro antes de você ver o imóvel. Se ninguém pode abrir a porta sem receber antes, procure outro imóvel.
O aluguel por temporada tem regras próprias. A lei limita esse tipo de locação a 90 dias e permite que o locador receba os aluguéis de uma vez e antecipadamente (arts. 48 e 49). Nesse caso, o pagamento adiantado em si não é sinal de golpe; o que pesa é para quem e por onde você paga.
Nas suas dicas sobre aluguel, a OLX recomenda pedir documentos que comprovem a propriedade, como escritura ou IPTU, e nunca pagar antes de confirmar que o imóvel existe. Os outros truques do aluguel de temporada, como a reserva paga fora da plataforma e as mensagens falsas em nome da hospedagem, estão no nosso guia sobre golpe no Airbnb.

Taxa de reserva, cadastro e documentos: quando o golpe quer os seus dados
Nem todo golpista quer só a caução. Alguns pedem uma “taxa de reserva” ou de “análise de cadastro” para segurar o imóvel. Outros querem foto do RG ou da CNH, CPF, comprovante de renda e até uma selfie segurando o documento, com a desculpa de adiantar o contrato. Com esses dados, a fraude pode continuar em outro lugar. O CERT.br alerta para empréstimos e dívidas feitos por golpistas e diz que, em alguns casos, a vítima pode até ter o CPF negativado.
Pedir documentos para avaliar o inquilino é normal no aluguel, e é por isso que o truque funciona. A diferença está no momento e em quem paga. Pela Lei do Inquilinato (art. 22, VII), cabem ao locador as taxas de intermediação, incluindo as despesas para verificar a idoneidade do pretendente ou do fiador. Uma taxa de cadastro cobrada de você antes da visita, por alguém que você nunca viu, é motivo para parar.
Plataformas sérias também podem cobrar reserva, mas por canais próprios. O QuintoAndar informa que a reserva, disponível só em alguns casos, é feita exclusivamente pelo aplicativo e paga com cartão de crédito. Por isso, a empresa pede para desconfiar de qualquer pedido de Pix de reserva por e-mail, WhatsApp ou SMS.
- Antes da visita: Nome e telefone bastam. Nada de RG, CPF, holerite ou selfie com documento.
- Na visita: Se pedirem identificação, mostre o documento pessoalmente em vez de mandar foto.
- Ao fechar: Entregue a documentação pela imobiliária, pela plataforma ou ao proprietário que você já conferiu, na hora de fechar o contrato.
Se você já mandou documentos para alguém que se revelou golpista, registre um boletim de ocorrência e guarde a conversa. Assim fica registrado quando seus dados saíram do seu controle. O CERT.br recomenda acompanhar o seu score de crédito, porque quedas podem indicar uso indevido do CPF, e conferir seus registros financeiros no Banco Central pelo sistema Registrato.

Fotos copiadas e editadas: confira as imagens primeiro
Muitas fraudes de aluguel começam com fotos tiradas de um anúncio real. O MPSC sugere colocar as imagens do anúncio no Google Imagens para ver se a mesma foto aparece em anúncios de outros lugares. Se o imóvel surge como aluguel por temporada, em outra cidade ou com outro contato, o anúncio que você encontrou é muito provavelmente falso.
Se a busca não acha nada, isso não é sinal verde: fotos novas, cortadas ou espelhadas podem escapar. Outras formas de checar imagens estão no nosso guia como saber se uma foto é real.
Proprietários de verdade também editam fotos. Lente grande-angular e cômodos clareados são comuns. O problema começa quando defeitos somem, como uma mancha de umidade ou a obra ao lado. Imagens de imóveis também podem ser geradas ou “reformadas” com IA, com móveis e acabamentos que não existem. O MPSC recomenda ainda conferir no Google Maps se o imóvel existe e fica onde o anúncio diz.
Pedir ao anunciante uma foto com um papel escrito com o seu nome e a data de hoje já foi um bom teste. Hoje isso prova pouco, porque geradores de imagem com IA conseguem escrever texto legível.
A visita presencial com o dono ou o corretor de verdade é o teste decisivo. Quando ela não é viável, o MPSC sugere pedir uma visita virtual por videochamada. Ela só vale se a pessoa andar pelo imóvel em tempo real e atender aos seus pedidos, como mostrar a vista de uma janela específica. Nenhuma das duas substitui conferir quem tem o direito de alugar.
Falso corretor e falso proprietário: quem pode alugar o imóvel
Como o golpista pode ter acesso ao imóvel ou às fotos, a pergunta central é se a pessoa à sua frente tem o direito de alugá-lo. Com corretor, o primeiro passo é o registro. O MPSC lembra que é possível consultar a credencial do corretor de imóveis no conselho da categoria, ou seja, no CRECI do estado. Vale conferir também se o nome bate com o número informado e se a imobiliária aparece no conselho.
Com proprietário particular, peça o número da matrícula e o cartório do imóvel e tire você mesmo a certidão de matrícula no cartório de registro de imóveis. Não confie numa cópia enviada pelo anunciante. A matrícula traz o nome do proprietário (art. 176 da Lei de Registros Públicos, Lei nº 6.015/1973). Pelo art. 17 da mesma lei, qualquer pessoa pode pedir uma certidão sem explicar o motivo.
Compare esse nome com o documento de quem anuncia e com o titular da conta em que você deve pagar. A OLX sugere ainda pedir a escritura ou o carnê do IPTU.
Algumas buscas rápidas também ajudam. O MPSC recomenda pesquisar o proprietário, ver se ele tem outros anúncios e se há reclamações ou avaliações negativas. Busque também o endereço: se o mesmo imóvel aparece com outro dono, outra imobiliária ou à venda, desconfie. E ligue para a imobiliária por um número que você mesmo encontrou, não pelo que está no anúncio.
Golpe do aluguel na OLX, no QuintoAndar e no Facebook Marketplace
O golpe do aluguel pode aparecer em qualquer site de anúncios, e os sinais de alerta são os mesmos. A OLX lembra, na sua página de dicas, que a plataforma conecta pessoas, mas não participa da negociação. Ela recomenda usar apenas os canais oficiais para conversar, desconfiar de pedidos de pagamento por e-mail ou redes sociais e denunciar anúncios suspeitos. Também pede para não fornecer dados pessoais ou bancários antes de verificar o imóvel. Os outros golpes da plataforma, como o falso pagamento, estão em golpes na OLX.
No QuintoAndar, o golpe costuma imitar a própria empresa. Além do Pix de reserva, a página de prevenção descreve boletos falsos com valor parecido com o do aluguel e mensagens de um falso “time de cadastro” que pede um código recebido por SMS. Segundo a empresa, o QuintoAndar nunca pede códigos enviados por ligação, WhatsApp ou SMS. O boleto legítimo tem a GRPQA LTDA como beneficiária e é emitido pelo Itaú.
Zap Imóveis, VivaReal, Facebook Marketplace e grupos de Facebook reúnem muitos anúncios verdadeiros e, por isso, também servem de fonte para cópias. Em qualquer um deles vale a mesma regra do MPSC: denuncie o anúncio falso na plataforma onde ele foi publicado. A denúncia ajuda a evitar que outras pessoas caiam no mesmo golpe.
Checklist: como saber se o anúncio de aluguel é verdadeiro
Estes passos levam poucos minutos e eliminam boa parte das fraudes antes de você compartilhar qualquer coisa. Eles juntam as orientações do MPSC, da OLX e do QuintoAndar citadas acima:
- Pesquise o endereço: Confira no mapa se o prédio existe e combina com as fotos, e veja se o imóvel aparece à venda ou com outro anunciante.
- Faça uma busca reversa das fotos: Se surgirem com outro contato, outro preço ou como aluguel por temporada, pare.
- Compare o preço: Se o aluguel está muito abaixo de imóveis parecidos na região, pergunte o motivo antes de seguir.
- Confira quem aluga: Peça ao proprietário o número da matrícula e tire a certidão você mesmo, ou peça o número do CRECI ao corretor e confira no conselho.
- Visite pessoalmente: Veja o imóvel com o dono ou o corretor. A videochamada é só a segunda melhor opção.
- Primeiro o contrato, depois o dinheiro: Não pague caução nem aluguel antes de assinar, e só pague a quem aparece no contrato como locador.
- Documentos por último: Entregue RG, CPF e holerites só na hora de fechar o contrato, por um canal que você conferiu.
Se o anunciante reclama de algum desses passos, isso já é uma resposta. Proprietários sérios esperam perguntas de quem vai morar no imóvel. Na nossa avaliação, um anúncio que não pode esperar um dia enquanto você confere já é um sinal de alerta.
Depois de assinar: vistoria de entrada e caução
Com o contrato assinado, o risco muda. Agora importa registrar o estado do imóvel na entrada, para que ninguém cobre de você, na saída, danos que já existiam. A Lei do Inquilinato obriga o locador a fornecer, se você pedir, uma descrição minuciosa do estado do imóvel na entrega, com referência expressa aos defeitos existentes (art. 22, V).
A OLX também recomenda fazer a vistoria na entrada e tirar suas próprias fotos. O checklist cômodo por cômodo e as fotos que valem a pena estão no nosso guia de vistoria de imóvel. Para a saída, explicamos o que o proprietário pode descontar e como contestar cobranças injustas em devolução da caução.
É para momentos assim que estamos construindo a TrustCamera. Você fotografa ou filma o estado do imóvel na entrada e na saída direto no app, sem enviar arquivos da galeria. Cada foto ou vídeo recebe um código de verificação. Na vistoria, você passa os códigos ao proprietário ou à imobiliária, que podem verificá-los na hora, de graça, em app.trustcamera.com, sem precisar de conta. Eles veem que o arquivo não foi alterado desde a captura, além do horário e da localização aproximada (cerca de 10 km, nunca a posição exata).
Guarde também suas próprias cópias das fotos. As capturas com código de verificação documentam o estado do imóvel de um jeito que outras pessoas podem conferir e servem como registro. Elas não decidem uma disputa e não mostram se algo foi encenado ou ficou fora do enquadramento. Se houver processo, quem avalia as provas é o juiz. O que conta numa disputa explicamos em foto como prova.
Um proprietário honesto pode usar o app do mesmo jeito para mostrar que as fotos do anúncio são atuais: tira fotos novas com a TrustCamera e manda os códigos para você conferir na hora. Isso ainda não prova que ele pode alugar o imóvel. Veja como a TrustCamera funciona em três etapas. As versões para Android e iOS ainda não foram lançadas e chegam em breve.
Caiu no golpe do aluguel? O que fazer agora
Se você já pagou por Pix, aja na hora. Conteste a transação no app do seu banco ou por outro canal oficial dele para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Segundo a Agência Brasil, a vítima tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED. Quanto antes, maior a chance de ainda haver saldo para bloquear. A devolução não é garantida e depende de haver dinheiro nas contas envolvidas.
Pare de responder ao golpista e não mande mais dinheiro nem informações, mesmo que ele prometa devolver ou faça ameaças, como orienta o CERT.br. Guarde prints do anúncio, das conversas e do comprovante, além da chave Pix e dos dados da conta que recebeu. Anote também os números de protocolo do banco e da plataforma.
Depois, registre o boletim de ocorrência na Polícia Civil do seu estado. Segundo o Senado Verifica, o B.O. formaliza a denúncia e serve de prova no processo do banco. Em muitos estados dá para fazer online, como na Delegacia Digital de São Paulo e na Delegacia Online do Rio de Janeiro. Denuncie também o anúncio na plataforma onde ele foi publicado. No passo a passo como denunciar golpe de aluguel, mostramos quais canais acionar e o que levar a cada um.
Se o banco não resolver, você pode registrar uma reclamação no Banco Central pelo telefone 145, das 8h às 18h em dias úteis. O Banco Central não resolve casos individuais, mas usa a reclamação para fiscalizar o banco. Para orientação como consumidor, procure o Procon do seu estado ou da sua cidade. Em questões jurídicas, a Defensoria Pública ou um advogado podem ajudar.
Perguntas frequentes sobre o golpe do aluguel
Como funciona o golpe do aluguel?
Quase sempre segue um de dois roteiros. O golpista copia um anúncio real e coloca o próprio contato, ou anuncia um imóvel que não está para alugar ou nem existe. Depois pede um Pix de reserva, a caução, aluguéis adiantados ou os seus documentos antes de você ver o imóvel, e desaparece.
Como identificar golpe de aluguel?
Desconfie de aluguel muito abaixo da região, de um dono que não pode mostrar o imóvel, de pressa para decidir hoje e de Pix para uma pessoa que não é o proprietário. Pedir RG, CPF ou selfie com documento antes da visita é outro alerta. Um dono ou corretor de verdade mostra o imóvel e comprova que pode alugá-lo.
Como saber se um anúncio de aluguel é verdadeiro?
Pesquise o endereço no mapa e veja se o imóvel aparece com outro contato ou à venda. Faça uma busca reversa das fotos. Peça o número da matrícula, tire você mesmo a certidão no cartório e compare o nome do proprietário com o documento de quem anuncia. Com corretor, consulte o registro no CRECI. Depois, visite pessoalmente antes de pagar.
É normal pagar taxa de reserva antes de ver o imóvel?
Plataformas como o QuintoAndar cobram reserva em alguns casos, mas só pelo aplicativo e com cartão de crédito. Um Pix de reserva para alguém que você não conhece, antes da visita, é exatamente o que os golpistas pedem. Pela Lei do Inquilinato, as despesas para avaliar o pretendente cabem ao locador (art. 22, VII).
Quanto o proprietário pode pedir de caução?
Pela Lei do Inquilinato, a caução em dinheiro não pode passar de três meses de aluguel e vai para uma caderneta de poupança (art. 38, § 2º). O contrato só pode ter uma modalidade de garantia, como caução, fiança ou seguro-fiança (art. 37). Quem pede caução, aluguéis adiantados e taxa ao mesmo tempo, antes do contrato, foge muito do normal.
Visitar o imóvel garante que não é golpe?
Ajuda muito, mas não resolve tudo. Quem mostra o imóvel nem sempre é quem tem o direito de alugá-lo. Por isso, além da visita, confira o nome do proprietário na matrícula ou o registro do corretor no CRECI, compare com o titular da conta e só pague depois de assinar o contrato.
Conclusão: ver, conferir, assinar e só então pagar
Quase todo golpe do aluguel depende de você pagar ou mandar documentos antes de poder conferir o imóvel e a pessoa por trás dele. Então mantenha a ordem: confira o anúncio, visite o imóvel, verifique o dono ou o corretor, assine o contrato e só então pague a caução e o aluguel.
Trate seus dados do mesmo jeito. RG, CPF e holerites vão para uma imobiliária ou um proprietário que você já conferiu, na hora de fechar o contrato. E quem pressiona você a pular uma etapa geralmente já disse tudo o que você precisava saber.
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