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Moradia e aluguel

Golpe no Airbnb: como identificar e evitar anúncios falsos

Golpe no Airbnb quase sempre tenta tirar você da plataforma. Veja os sinais de alerta, como agem anúncios falsos e phishing e o que fazer se você caiu.

Por Publicado em 17 min de leituraLer em inglês
Capa: golpe no Airbnb, como identificar e evitar anúncios falsos de aluguel por temporada

Quase todo golpe no Airbnb segue o mesmo roteiro: alguém tenta levar você para fora da plataforma, seja para conversar pelo WhatsApp, pagar por Pix ou confirmar a reserva num link que imita o Airbnb. Mantenha mensagens e pagamentos dentro do app ou do site do Airbnb e não pague a hospedagem por fora. Se você achou a casa de temporada no Instagram, num grupo de Facebook ou na OLX, confira o anúncio antes de mandar qualquer valor.

Dá para levar golpe no Airbnb? Dá, e o risco cresce justamente quando você sai dele. Não encontramos números do Airbnb ou da Booking.com sobre quantos hóspedes perdem dinheiro com golpes. Mas o falso aluguel de temporada é velho conhecido das autoridades, como mostra uma operação do Ministério Público de Santa Catarina que descrevemos abaixo.

Na TrustCamera, desenvolvemos um app de câmera que dá a cada foto um código de verificação no momento da captura, por isso acompanhamos de perto como golpistas usam fotos de anúncios. Este guia reúne o que dizem o Airbnb, a Booking.com e o MPSC em outubro de 2026.

Como identificar golpe no Airbnb: os sinais de alerta

Quase todo golpe no Airbnb tenta mover o seu dinheiro para fora da plataforma, onde a proteção ao hóspede deixa de valer. Por isso, o sinal mais claro é um anfitrião que quer conversar pelo WhatsApp antes da reserva, pede Pix ou transferência ou manda um link para você confirmar ou pagar a estadia.

  • Contato por fora: O anfitrião quer continuar a conversa no WhatsApp, por SMS ou e-mail antes da reserva.
  • Pagamento por fora: O anfitrião pede que você pague a estadia por Pix, transferência, boleto ou depósito direto.
  • Link para pagar ou confirmar: Uma mensagem leva você a uma página parecida com a do Airbnb ou da Booking.com.
  • Desconto para reservar direto: Fechar fora da plataforma supostamente sairia mais barato.
  • Pressão: A reserva será cancelada se você não pagar em poucas horas.
  • Preço bom demais: A casa custa bem menos que imóveis parecidos e ainda está livre em plena alta temporada.
  • Dados que não batem: O mesmo imóvel aparece em outro anúncio, com outro dono ou outra imobiliária.

Um sinal sozinho não prova golpe. Para nós, os três primeiros já bastam para desistir, porque uma reserva de verdade no Airbnb é feita e paga no próprio Airbnb. Os outros pedem calma e checagem. No aluguel residencial de longa duração, o roteiro muda um pouco: falsos proprietários cobram caução de apartamentos que não são deles. Esse lado está no nosso guia sobre o golpe do aluguel e como identificar um anúncio falso.

O truque principal do golpe no Airbnb: reservar e pagar por fora

O Airbnb é direto nesse ponto. Segundo a central de ajuda do Airbnb sobre pagamentos e comunicação, é contra a política da plataforma o anfitrião pedir que você reserve fora do Airbnb. Antes de a reserva ser confirmada, ele também não pode pedir para conversar por WhatsApp, Facebook, SMS ou qualquer outro canal. Quem paga por fora perde a proteção do AirCover. O Airbnb avisa ainda que, se você pagou por transferência bancária, a reserva pode ser fraudulenta, e pede que esses pedidos sejam denunciados imediatamente.

A política do Airbnb contra negociações fora da plataforma lista os truques proibidos aos anfitriões. Entre eles estão oferecer desconto para reservar fora do Airbnb, colocar em anúncios ou mensagens links que levam para fora da plataforma e cancelar uma reserva para fechar de novo por fora. A política diz também que a maioria dos anfitriões não tem permissão para cobrar depósito de segurança. Quem pode precisa informar isso no campo próprio do anúncio.

Para nós, um anfitrião que pede uma “caução reembolsável” por Pix acende o sinal vermelho. O motivo de tanto esforço é simples. Quando você reserva pelo Airbnb, paga pelo Airbnb e tem a quem recorrer se algo der errado. Um Pix ou um pagamento por link vai direto para o golpista. Por isso ele sempre tem uma justificativa para fazer diferente desta vez: pagar direto seria normal, mais rápido ou mais barato.

Fique atento também depois de reservar. Se o anfitrião pede que você cancele com alguma desculpa e oferece o mesmo imóvel direto, é exatamente o que a política do Airbnb proíbe. Para saber se a sua reserva existe, abra o app do Airbnb ou digite você mesmo o endereço do site. Nunca use um link que recebeu.

Todas as cobranças obrigatórias precisam aparecer no detalhamento do preço na hora de reservar. As exceções são poucas. Onde o Airbnb não recolhe impostos ou a lei manda o anfitrião recolher, ele pode cobrar diretamente os impostos informados no anúncio. Hotéis também podem pedir um cartão de crédito ou um depósito em dinheiro no check-in, desde que isso esteja informado.

Golpe do aluguel de temporada: anúncios copiados e imóveis que não existem

O Ministério Público de Santa Catarina descreve bem o esquema no alerta “Não clica que é golpe” sobre falsos anúncios de aluguel. Os criminosos se passam pelo proprietário ou por um corretor e montam um anúncio com base numa oferta verdadeira, com fotos e informações do imóvel. Atraem com preço abaixo do mercado e negociação direta, “sem fiador e sem burocracia”.

Segundo o MPSC, tudo isso serve para levar a negociação para fora das plataformas de locação por temporada. Depois vêm o argumento de outros interessados e o pedido de pagamento adiantado. Às vezes o imóvel nem existe. O MPSC conta que, pela necessidade ou pela empolgação com a oferta, muitas vítimas não percebem detalhes gritantes, como documentos com falsificação grotesca ou a inexistência do imóvel no local. As fotos podem vir de outros anúncios ou de bancos de imagens, e os contratos também podem ser falsos.

O MPSC chama o falso aluguel de prática comum entre estelionatários e aponta o verão, com a procura por imóveis no litoral, como época de risco. No mesmo alerta, o órgão lembra que, em setembro de 2024, a operação “Anúncio Fake” desarticulou uma quadrilha gaúcha que aplicava o golpe do falso aluguel em Santa Catarina. Os criminosos criavam anúncios falsos em sites e redes sociais para enganar as pessoas e tirar dinheiro delas.

Anúncios que você encontra fora das grandes plataformas, no Instagram, em grupos de Facebook, na OLX ou no site do próprio dono, não têm um programa de proteção como o AirCover. Você paga direto ao anunciante, e tudo depende de ele ser quem diz ser. Se você procura casa de temporada em sites de classificados, os padrões de fraude de lá estão no nosso guia sobre golpes na OLX e os sinais de alerta.

Casa de praia com varandas brancas atrás de coqueiros, sob um céu azul
Anúncios falsos costumam usar fotos de casas reais e bonitas. Confira quem aluga o imóvel antes de pagar.Foto: Tara Winstead / Pexels

Como conferir uma casa de temporada antes de reservar

No aluguel residencial, visitar o imóvel com o dono de verdade é o melhor teste. Com uma casa de praia a centenas de quilômetros, isso raramente dá certo antes da viagem. Então você confere o anunciante e o imóvel separadamente. Os passos abaixo seguem as dicas do MPSC, com alguns detalhes nossos. O que, na nossa avaliação, revela mais é a videochamada:

  1. Busque as fotos: Coloque as imagens do anúncio no Google Imagens, como sugere o MPSC. Se a mesma foto aparece em outra cidade ou com outro contato, pare.
  2. Confira o endereço: Procure o imóvel no Google Maps e veja se o prédio existe e combina com as fotos.
  3. Pesquise o anunciante: Veja se ele tem outros anúncios, reclamações ou avaliações negativas. Com corretor, consulte o registro no CRECI.
  4. Peça os documentos do imóvel: Compare o nome do proprietário com o de quem anuncia e com o titular da conta que vai receber.
  5. Exija um contrato por escrito: Período, valor total e condições ficam no papel antes de qualquer pagamento.
  6. Peça uma visita por videochamada: O MPSC sugere isso quando não dá para visitar. Peça que o anunciante ande pelo imóvel ao vivo e mostre a vista de uma janela que você escolher.
  7. Pague de um jeito rastreável: O MPSC recomenda plataformas de pagamento que ofereçam alguma proteção e desaconselha transferências bancárias diretas, mais difíceis de rastrear e recuperar.

Pagar adiantado, por si só, não prova golpe na temporada. Pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), a locação para temporada é contratada por prazo de até 90 dias (art. 48), e o locador pode receber os aluguéis de uma só vez e antecipadamente (art. 49). O que pesa é para quem e por onde você paga. Um Pix para a conta de alguém que não aparece no contrato nem nos documentos do imóvel é o padrão dos golpes.

Damos mais peso à videochamada ao vivo. Pedir uma foto do imóvel com um papel com o seu nome e a data de hoje já foi um bom teste. Só que geradores de imagem com IA hoje escrevem texto legível, e essa foto prova pouco. Uma videochamada em que alguém percorre os cômodos e mostra, na hora, um detalhe que você escolheu é muito mais difícil de falsificar.

Mesmo assim, a videochamada não prova que a pessoa tem o direito de alugar o imóvel. Outras formas de checar imagens estão no guia como saber se uma foto é real ou fake.

Mãos planejando uma viagem com mapa-múndi, caneta, passagens e câmera instantânea sobre uma mesa de madeira
Endereço, fotos, anunciante e forma de pagamento: alguns minutos de checagem antes de reservar podem salvar a sua viagem.Foto: Vlada Karpovich / Pexels

Phishing do Airbnb: e-mails, mensagens e sites falsos

Alguns golpes pulam o anúncio falso e vão direto atrás do seu login ou do seu cartão. O guia do Airbnb para identificar fraudes explica que e-mails falsos costumam trazer o logotipo do Airbnb e um endereço falso do Airbnb no campo “De”. Muitos copiam textos de comunicações reais, como confirmações de reserva. Um link verdadeiro começa com https://www.airbnb.com ou com o endereço de um país, como https://www.airbnb.com.br. Na dúvida, o Airbnb recomenda começar sempre pela página inicial, digitando o endereço você mesmo.

E-mails legítimos só vêm dos domínios listados nessa página, e o Airbnb cita endereços como @bnb.com ou @reservation-airbnb.com como exemplos de falsificação. Desconfie também da urgência: ameaças de suspensão da conta, perda da reserva ou atraso no pagamento se você não clicar num link agora. Páginas falsas podem ser denunciadas em airbnb.com/report-phishing.

Se você clicou num link, compartilhou dados ou atendeu uma ligação suspeita, o Airbnb pede para agir imediatamente e falar com o suporte. Quem passou informações de pagamento deve avisar também o banco. Antes de digitar dados em qualquer página de reserva, vale conferir como saber se um site é confiável.

Golpe na Booking.com: mensagens falsas em nome da hospedagem

Quem reserva casas e pousadas pela Booking.com encontra o mesmo padrão. Segundo as dicas de segurança da Booking.com para viajantes, as mensagens de phishing na maioria das vezes dizem vir da acomodação e, às vezes, da própria Booking.com. Elas costumam trazer pedidos urgentes para você enviar ou reenviar os dados de pagamento. A plataforma afirma que nunca pede dados de cartão por e-mail, telefone, SMS ou WhatsApp. Também nunca pede uma transferência bancária que não esteja de acordo com a política de pagamento da reserva.

A Booking.com recomenda conferir com cuidado os dados da confirmação da reserva antes de clicar em qualquer link. A nosso ver, uma mensagem com o seu nome e as datas certas não prova nada, porque o golpista pode ter conseguido esses dados por outro caminho. Confira o que falta pagar sempre dentro do app ou do site, aberto por você.

Se você clicou num link ou passou informações a um golpista, a Booking.com pede que você fale imediatamente com o Serviço de Apoio ao Cliente. Mude também a senha da conta, ative a autenticação de dois fatores e, se for o caso, peça ao banco o bloqueio do cartão.

O que o AirCover cobre se algo der errado

Reservas de acomodação no Airbnb incluem o AirCover para hóspedes. Segundo a página do Airbnb sobre o AirCover, a plataforma ajuda em três situações: o anfitrião cancela antes do check-in, você não consegue falar com ele ou a acomodação é significativamente diferente do anúncio. Os exemplos do Airbnb incluem menos quartos do que o anunciado, um quarto no lugar da casa inteira ou a falta de uma comodidade importante, como piscina ou cozinha. Aí o Airbnb ajuda a encontrar uma acomodação parecida ou devolve o valor, total ou parcialmente.

Há limites. O AirCover não é apólice de seguro e não cobre pequenos inconvenientes, como uma torradeira quebrada. O mais importante aqui: ele só protege reservas pagas pelo Airbnb. Um Pix para um “anfitrião” deixa você sem essa proteção.

Se encontrar um problema na chegada, o Airbnb pede que você documente tudo com fotos ou vídeos e avise o anfitrião em até 72 horas depois de identificar o problema. Se ele não responder ou não resolver, fale com o Airbnb. Fotos e vídeos claros são o seu material mais forte nessa conversa. Como fotografar cômodo por cômodo, da visão geral aos detalhes, mostramos no guia de vistoria de imóvel.

Golpes contra anfitriões: falsos hóspedes e phishing de recebimentos

Anfitriões também são alvo, inclusive de phishing que mira os recebimentos. O guia de fraudes do Airbnb citado acima avisa sobre mensagens que ameaçam com atraso no pagamento. Também diz que o Airbnb nunca liga para pedir que você altere sua forma de pagamento ou compartilhe códigos únicos, senhas ou detalhes de pagamento ou recebimento. Golpistas podem disfarçar o número para a ligação parecer confiável. Desligue e fale você mesmo com o Airbnb pelo app ou pelo site, informando o número de quem ligou.

Tenha o mesmo cuidado com “hóspedes” que querem pagar fora do Airbnb ou levar a conversa para o WhatsApp antes da reserva. A política do Airbnb contra negociações por fora vale para os dois lados.

Um hóspede que insiste nisso, para nós, é um hóspede para recusar, porque um pagamento por fora deixa você sem o apoio da plataforma se algo der errado. Quem aluga por conta própria, sem plataforma, deve tratar comprovantes de Pix enviados por print com desconfiança: só conte com o dinheiro quando ele aparecer no extrato.

Caiu num golpe no Airbnb? O que fazer agora

Se um desses golpes já levou dinheiro seu, ou se você digitou dados numa página falsa, aja rápido. Com base no que dizem o Airbnb, a Booking.com e o MPSC, estes são os passos:

  1. Fale com o banco: Se pagou por Pix, conteste a transação no app do banco para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Se digitou dados do cartão, peça o bloqueio.
  2. Avise a plataforma: No Airbnb, denuncie a mensagem ou o anfitrião. Na Booking.com, fale com o Serviço de Apoio ao Cliente.
  3. Guarde as provas: Faça prints do anúncio, das mensagens, dos e-mails, do site e do comprovante, como recomenda o MPSC.
  4. Proteja a conta: Troque a senha e ative a verificação em duas etapas se você entrou por um link.
  5. Registre o B.O.: Faça o boletim de ocorrência na Polícia Civil do seu estado e informe a plataforma onde o anúncio estava.

Sobre o MED: segundo a Agência Brasil, a vítima tem até 80 dias a partir da transação para pedir a devolução ao próprio banco. Quanto antes você pedir, maior a chance de ainda haver saldo para bloquear. A devolução não é garantida e pode ser total ou parcial, porque depende de existir dinheiro nas contas envolvidas. O passo a passo do B.O. e de cada denúncia está no guia como denunciar golpe de aluguel.

Denunciar também protege outras pessoas. Segundo o MPSC, a denúncia ajuda a evitar que mais gente caia no mesmo golpe. Se o banco não resolver o seu pedido, procure o Procon do seu estado ou da sua cidade para orientação como consumidor. Em questões jurídicas, a Defensoria Pública ou um advogado podem ajudar.

Como mostrar aos hóspedes que as fotos do imóvel são atuais

Tantos anúncios falsos atrapalham também quem aluga de verdade. Se você anuncia sua casa no Instagram, num grupo de Facebook, na OLX ou no seu próprio site, hóspedes cuidadosos vão perguntar como saber que ela existe. E eles fazem bem em perguntar. Mostrar que as fotos são atuais e não foram alteradas encurta essa conversa.

Estamos construindo a TrustCamera exatamente para isso. Você tira fotos ou grava um vídeo curto do imóvel direto no app, sem enviar arquivos da galeria. Cada captura recebe um código de verificação. Quando um hóspede pede uma prova, você tira uma foto nova e manda o código, que ele confere na hora, de graça no navegador, sem precisar de conta. Ele vê que o arquivo não foi alterado desde a captura, além do horário e da localização aproximada (cerca de 10 km, nunca a posição exata).

Hóspedes podem usar a mesma ideia no check-in. Fotografe o estado da casa no app, mande os códigos ao anfitrião logo em seguida para que ele os confira na hora e guarde também suas próprias cópias. Numa casa mobiliada, essas fotos complementam a descrição dos móveis e do estado deles, que a Lei do Inquilinato exige no contrato de temporada (art. 48, parágrafo único).

Os limites importam: o código comprova o arquivo, não a cena. Ele não mostra se quem envia tem o direito de alugar o imóvel, se algo ficou fora do enquadramento ou se alguém vai entregar as chaves. O registro documenta o estado de um jeito que outras pessoas podem conferir, mas não decide uma disputa nem substitui uma reserva com proteção da plataforma. Veja como a TrustCamera funciona em três etapas. As versões para Android e iOS chegam em breve.

Perguntas frequentes sobre golpe no Airbnb

Tem como levar golpe no Airbnb?

Tem, mas quase sempre fora das regras da plataforma. Não encontramos números do Airbnb sobre quantos hóspedes caem em golpes. A maioria dos esquemas depende de você conversar ou pagar fora do Airbnb, por WhatsApp, Pix ou um link falso. Se você mantém mensagens e pagamentos no app ou no site, evita as armadilhas mais comuns.

Como saber se é golpe no Airbnb?

Desconfie de um anfitrião que quer conversar pelo WhatsApp antes da reserva, pede Pix ou transferência, oferece desconto para fechar por fora ou manda link para confirmar o pagamento. Confira a reserva abrindo você mesmo o app ou o site do Airbnb. Se ela não aparece lá, não pague nada.

Como funciona o golpe no Airbnb?

Na maioria das vezes, um anúncio falso ou copiado leva a um suposto anfitrião que quer conversar por fora e receber por Pix ou transferência. Em outra variante, e-mails e sites falsos imitam o Airbnb para roubar o seu login ou os dados do cartão. Nos dois casos, o dinheiro vai para onde o Airbnb não consegue ajudar.

O Airbnb devolve o dinheiro se eu cair num golpe?

Se você reservou e pagou pelo Airbnb, o AirCover ajuda em problemas sérios, como o cancelamento pelo anfitrião antes do check-in ou um imóvel muito diferente do anúncio, com uma nova acomodação ou reembolso total ou parcial. Se pagou fora do Airbnb, o AirCover não vale. Aí restam o seu banco, o MED no caso de Pix e o boletim de ocorrência.

Como denunciar golpe ou phishing ao Airbnb?

Denuncie mensagens suspeitas na própria conversa do Airbnb e páginas falsas em airbnb.com/report-phishing. Se uma ligação ou um e-mail parecer falso, fale com o Airbnb por conta própria, pelo app ou pelo site, em vez de responder. Se perdeu dinheiro, avise também o banco e registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Pagar adiantado um aluguel de temporada é golpe?

Não necessariamente. Pela Lei do Inquilinato, o locador pode receber os aluguéis da temporada de uma só vez e antecipadamente (art. 49). O que pesa é para quem e por onde você paga. No Airbnb, pague só pela plataforma. Na Booking.com, pague apenas o que a política de pagamento da sua confirmação prevê, conferida no app ou no site aberto por você. Fora delas, confira antes o imóvel, o dono e o contrato, e desconfie de Pix para terceiros.

Conclusão: evitar golpe no Airbnb é ficar na plataforma

Quase todo esquema precisa de uma coisa sua: um passo para fora da plataforma. Evitar golpe no Airbnb é, na maior parte das vezes, recusar esse passo, seja uma conversa no WhatsApp antes da reserva, um Pix, um “desconto” para fechar direto ou um link para confirmar o pagamento. Mantenha reservas e mensagens no Airbnb ou na Booking.com e pague só pelos caminhos que a plataforma mostra na reserva. Assim, a proteção ao hóspede continua valendo.

Para casas que você encontra em outros lugares, confira o anunciante e o imóvel separadamente e peça uma videochamada ao vivo antes de pagar. Se algo já deu errado, fale primeiro com o banco, depois com a plataforma, e registre o B.O.

Sobre o autor

Cofundador e responsável pelo marketing da TrustCamera

Yannick é cofundador da TrustCamera, onde lidera o marketing e o conteúdo. Tem graduação e mestrado na área de negócios e trabalha há anos com marketing de conteúdo e SEO.

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